Índia: proibição de vender carne pode favorecer o Brasil

06/06/2017

A decisão do governo indiano de  proibir a comercialização de gado para abate em todo o país chamou atenção dos agentes de mercado pecuário do mundo. Ainda que seja o governo federal que tenha decretado tais regras, existe resistência em alguns estados indianos, que consideram a carne bovina/bubalina uma iguaria, em aceitar essas novas regulamentações.

A observação é parte da análise sobre pecuária de corte do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, divulgada nesta segunda-feira, 5. O boletim do instituto observa ainda que a Índia se qualifica atualmente como o quarto maior produtor e maior exportador de proteína bovina/bubalina do mundo, ainda que a maior parte de sua produção advenha de búfalos; uma interrupção total em sua linha de produção afetaria não só a oferta mundial de carne bovina em todo o mundo, como também a indústria dos subprodutos, como o couro. Os analistas do Imea observam que  mesmo com todos os problemas na pecuária brasileira, o pecuarista deve ficar de olho na Índia, pois novidades de lá podem afetar o mercado mundial de carne.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o governo indiano proibiu a comercialização do que considera “gado improdutivo”, ou seja, animais que não dão leite e não são usados para procriação, e que geralmente são vendidos para abate. A Índia é hoje a maior exportadora de carnes – principalmente de bubalinos – depois do Brasil.

Segundo o jornal Financial Times, a proibição deve provocar um efeito devastador na economia indiana baseada na exportação de carne, que hoje gera US$ 5 bilhões por ano. O país tem 190 milhões de cabeças de gado bovino e 108 milhões de búfalos.

Fonte: Portal DBO, com informações do Imea e jornais